Desculpa galera desconsidere o resumo de baixo... considere esse que é postado agora.. Renato Mariano Santiago
APRENDER
Apesar de todos os progressos teóricos e metodológicos no campo da aprendizagem, somos presos ainda em um padrão de ensino muito ultrapassado, onde cabe ao professor ensinar e o aluno aprender. Existe sim uma diferença social entre eles, mas nunca devemos esquecer que o "professor e aluno" estão no mesmo "barco", mais só que o professor já tem um certo tempo de casa e um reconhecimento maior do que do aluno que acaba de chegar e esta começando a caminhada em busca de credenciamento.
Nem sempre a melhor maneira de se aprender é escutar aula, mas pesquisar e elaborar com mão própria, sob orientação do professor. No caso de alunos que estudam de noite, que chegam já chegam cansados, eles aproveitam muito melhor seu tempo se não permanecerem receptivos. a maior parte do seu tempo teria de ser utilizada para atividades reconstrutivas, sob a orientação do seu professor, atividades que autônoma.
É interessante notar que as tentativas mais comuns de "inovar" a didática em sala de aula é não mexer no formato instrucional. Alguns professores acham que ler é a forma mais produtiva de aprender, outros acham que o uso de material eletrônico é a maneira mais eficaz de ensinamento, outros acham que a atividade em grupo é a forma mais fácil de aprendizado achando que algum poder mágico como o "coletivo" exerce algum tipo de influência no aprendizado.
Estudar significa dedicar-se a atividade sistemática de estilo reconstrutivo, com base em idéias próprias. Não é absorver conhecimento dos outros muito menos "colar". Estudar para prova é o que há de menos importante para a aula. Ao mesmo tempo estudar implica outra forma de "ler"
trata-se de "contra-ler", no sentido de você saber questionar as idéias centrais do texto, interpretar com suas próprias idéias, más sem deixar de compreender o contexto e suas bases teóricas.
Em uma leitura é possível observar a teoria do aprendizado baseadas em padrões. Não guardamos no fim de uma leitura, todo o conteúdo de um livro na cabeça, podemos fazer esse teste com nós mesmos, tente escrever algo sobre algum livro depois de ler, muitas vezes não somos capazes de dizer nada de pertinente é que não "lemos" de verdade. Será necessário reler com outros olhos: tomando nota, riscando, reclamando, aplaudindo, reconstruindo. Com isso podemos tirar uma idéia que não adianta o professor ler pelo o aluno, porque o professor já reduziu o nível do autor. Se o aluno ficar com a redução do professor, terá pra si acesso duas vezes reduzido. É importante o aluno passar por dentro do autor, desconstruindo sua argumentação e logo reconstruindo com suas palavras. Quem não sabe estudar, não sabe ler e terá que recorrer à decoreba e à cola.
O trabalho em grupo é fundamental, pedagógicamente falando, mas, para ser efetivo, precisa ser acompanhado dos passos imprescindíveis para a devida aprendizagem.
Ainda temos uma idéia que nós aprendemos mais se tivermos mais aulas.
Entendemos que pesquisa é uma tarefa elitísta reservada a peritos mais avançados e que tendem a dedicar-se a ela com exclusividade. No entanto quando aparece o surgimento de programas de bolsas para estudantes que pesquisam, comparece contradição notável. Na prática já sabemos que o aluno que aprende a pesquisar, aprende a aprender,e pode ter uma garantia de reconhecimento na sociedade futuramente; os outros ficarão esperando que a oportunidade que eles mesmos não souberam criar. Ainda hoje é comum que algumas universidades considerem que pesquisa é atividade de gente especial, enquanto deveria ser a atividade maus comum de todos. O programa de bolsas para alunos pesquisarem, escancara esta contradição: é preciso pagar para o aluno pesquisar, porque o normal é assistir aulas.
O mercado reconhece a necessidade de todo trabalhador continuar estudando, certamente não com base na cidadania, mas na competitividade.
Para professores este mandato se tornará fatal, porque no fundo exercem a função de aprender. No fim o aluno só aprende bem, se tiver professor que também aprende bém.
Cabe a nós profissionais ter a consciência que o conteúdo envelhece, que nós temos que saber inovar e renovar a profissão.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
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