quinta-feira, 3 de abril de 2008

Dissertação do poema "Tabacaria" Wellington

Poema tabacaria de Fernando Pessoa
O poema tabacaria de Fernando Pessoa tem como tema principal o vazio do poeta em relação sua vida. O poeta parece estar inquieto com as questões externas e vive questionando a sua vida cotidiana. “Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa, Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres, Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens, Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.” Nessa estrofe, o poeta contrasta a emergência do real, a sua incapacidade de apreendê-lo e que a presença da morte acaba por tornar esse real ainda mais difícil de entender.
O poeta trata da sua angústia em relação ao cotidiano e a sua vontade de se libertar. Ele aparenta não estar contente com as suas realizações, não se considera uma pessoa interessante e isso lhe traz uma angústia muito grande. “Não sou nada. / Nunca serei nada. / Não posso querer ser nada” esse verso demonstra a angústia e o vazio que o poeta sente de si mesmo”.
Mas, ao mesmo tempo, o poeta parece falar de sonhos que ele teve e que não foram completamente realizados. Ele tenta se distanciar dos homens, visto que no poema ele parece observar tudo da janela do seu quarto e distante de todo mundo. Ele parece querer viver sozinho sem a influencia de todos que o cercam. Como se quisesse viver para sempre sozinho e fugir de todas as regras que o cotidiano nos impõe. Tentar não se contaminar pela sociedade e viver num estado de pureza. Parece que ele entende o ser humano como um ser superficial que só cria regras para se sufocar e impedir a sua própria felicidade.
O poema parece se resumir nas aflições do poeta e no seu receio perante a vida. Ele chega a questionar até a sua forma de vida como se o fato de tiver sido um intelectual não tivesse resolvido o seu problema. Como se ele estivesse, como todos os homens, sufocado a sua forma de viver e estivesse preso nas regras sociais, sem viver de verdade.

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