Primeira Parte
Componentes do saber pensar
WELLINGTON JARDIM
Pensar
Compreender é uma questão de lógica, que se entende pela capacidade de quem expõem a idéia em “amarrar”, relacionar um fato ao outro; pode-se perceber isto, quando em conversas percebemos que o interlocutor não compreende o que lhe dizemos. Quem pensa, manifesta o conhecimento, que consiste na busca da verdade, assim faz-se necessário o estabelecimento para se atingir essa meta. A lógica é um ramo da filosofia, podendo dizer que a lógica está nos argumentos, nas conclusões que se chega, a partir das apresentações das evidencias.
Lógica e Jeito
O ser-humano não é um ser apenas lógico e nem atua nesse registro durante maior parte do tempo; mas, é, sobretudo emotivo, e é essa característica, esse traço constitutivo do Homem que faz com que as experiências por ele vividas, não consistam em apenas, em mera reprodução do fato. Apesar dessa característica, a reprodutibilidade, ser apreciada pela ciência, uma vez, que ela traz a essa, resultados palpáveis, possíveis de uma verificação empírica. Nós, seres-humanos, captamos a realidade e refletimos sobre ela; a reconstruímos. O reconhecimento disso abre uma outra possibilidade: falar em uma lógica difusa.
Arte de argumentar
Não há coincidência, pura e simples entre pensamento e pensado; se assim fosse, não se faria necessário a argumentação; essa somente faz sentido, sabendo que a ciência reduz a realidade, à aquilo que consegue mensurar, quantificar e formalizar. As teorias não correspondem a realidade, mas, são sempre reconstruções a partir de expectativas que se tenha dela. As afirmações necessitam serem fundamentadas, sendo assim a argumentação torna-se a arte de construir um discurso que tenha como objetivo, uma vez que essa é consciente de seus limites, o convencimento pela fundamentação.
Saber Aprender
O que já tinha ficado claro, nos capítulos anteriores, isto é, a capacidade do ser humano em reprocessar, reconstruir a realidade é demonstrando neste capítulo sobre a forma do aprender. A habilidade de adquirir conhecimento, faz com que o Homem deixe ser “ massa de manobra” e se transforme em um ser participativo, político que não apenas faz a realidade, mas é capaz de faz-se oportunidade. O homem possui a capacidade de se auto-organizar e construir uma realidade própria.
Saber Cuidar
Saber cuidar não se trata, única e exclusivamente na capacidade de compreender e interferir na realidade, mas, antes e, sobretudo, na habilidade de se saber conviver com ela. Desde do começo da colonização ocidental, a história do conhecimento trata-se na imposição dos colonizadores de sua cultura e do roubo das tecnologias e da exploração ecológica dos colonizados. A ciência que foi a vanguarda do colonialismo é hoje a base central de uma globalização discriminatória, que não produz o desenvolvimento dos países subdesenvolvidos, mas, apenas o moderniza industrialmente. Diante desse cenário, se faz necessário, o redirecionamento das oportunidades, hoje tendo como centro o capitalismo, para um padrão comum, não orientado para a sobrevivência, mas para a razão humana.
Saber Inovar
As informações ao cada vez mais diversas e múltiplas, se exigem cada vez mais das pessoas a absorverão e o processamento dessas informações. O que se perde de vista neste caso é a aprendizagem cada vez mais superficial e menos atenta a complexidade dos fatos nelas envolvidos. Apreender envolve tempo e dedicação. Apreender não está afeito a uma lógica economicista de maximização da eficiência. O problema embora, teóricos como Stoll, seja um crítico da educação à distancia, por considerar essa forma de ensino, como capaz de transmitir informação e não conhecimento; os novos tempos, nos faz olhar para essa forma de ensino de uma maneira menos extremada. Uma das vantagens neste tipo de ensino está na possibilidade de se exigir menos, uma mudança na vida deste aluno e dessa forma, reconhecendo o direito de aprender como fundamental. O desafio que essas novas tecnologias nos impõem é como inovar.
Saber Acreditar
Diante do racionalismo moderno, acreditar soa contraditório, diante de uma ciência que através do questionamento, regra de ouro da ciência nos prova ou rejeita o que antes era apenas crença. Shermer realizou uma pesquisa em que quarenta por cento dos cientistas afirmavam crer em Deus enquanto noventa por cento da sociedade americana afirmou o mesmo. Os motivos apontados para a crença são o argumento da engenharia perfeita enquanto que esses mesmos entrevistados questionados porque as pessoas acreditavam era apontado o conforto espiritual. Homens tendem a dar explicações mais racionais, enquanto as mulheres mais emocionares. O ser humano é um animal que cata padrões como estratégia de controle de fenômenos dinâmicos,indo atrás de regularidades do acontecer, de ocorrências que sempre voltam e desta forma descobrindo padrões que existem e que não existem ; enfim, fazendo parte de um pensamento mágico.
