Nesse caso temos uma oração restritiva: não se separa por vírgula o termo que restringe ("que rola") do termo que sofre a restrição ("pedra"). O sujeito do verbo criar é "pedra que rola", e também não se separam.
"Vírgulas que mudam tudo"
"Os motoristas, irresponsáveis, usam o celular enquanto dirigem."
- A idéia passada é a de que todos os motoristas são irresponsáveis e usam o celular enquanto dirigem.
"Os motoristas irresponsáveis usam o celular enquanto dirigem."
- Nesse caso, somente os motoristas irresponsáveis usam o celular enquanto dirigem.
O sentido da frase muda dependendo da presença ou ausência da vírgula.
A opção pelo uso das vírgulas pode se dar também pela necessidade do autor em enfatizar uma expressão adverbial, isolando-a:
"Há cinco anos, o PT condenava a infidelidade partidária; hoje, expulsa de seu quadro quem vota de acordo com o programa do partido."
- A carga enfática dada as expressões de valor adverbial, como "há cinco anos" e "hoje" (circunstâncias de tempo) é maior quando há presença de vírgulas.
Quando se quer enfatizar uma expressão adverbial, coloca-se duas vírgulas, intercalando-as ou nenhuma:
"As dificuldades, hoje, são outras."
"As dificuldades hoje são outras."
"Sem vírgula é mais caro"
"Com XX é fácil fotografar. E pagar mais ainda."
- A frase acima tem sentido ambígüo, pode-se entender também que com a máquina XX é fácil fotografar. E pagar mas ainda também é fácil. Com o uso da vírgula, dá-se o sentido que se pretende para a frase, sem correr o risco de outra interpretação:
"Com XX é fácil fotografar. E pagar, mais ainda."
- A vírgula marca a elipse do verbo e o que se subentende é a forma verbal "é": "E pagar é mais fácil ainda."
- No lugar do verbo, a vírgula. Essa vírgula que substitui o verbo implícito é obrigatória, já que ela evita a indesejável ambigüidade.
"Só, ela resolve tudo" e "Só ela resolve tudo"
A palavra "só", acompanhada de vírgula, significa "sozinha". E "só", sem a presença de vírgula, é sinônimo de "apenas, somente."
"Pedro, nosso primo comprou uma casa".
- "Pedro" é a pessoa a quem se dirige a palavra. Sintaticamente, "Pedro" é vocativo (sempre é separado por vírgula).
"Pedro, nosso primo, comprou uma casa".
- Não existe mais vocativo. "Pedro" e "nosso primo" são a mesma pessoa. Nesse caso, "nosso primo" funciona como aposto (termo que amplia, explica, desenvolve ou resumo o conteúdo de outro termo).

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